sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Haloween no Liberalzinho P4

Mais um e chega!!!


Abração a todos os meus amigos, e muita alegria nesse Haloween pra quem vai pra alguma festa, heim!!!

domingo, 21 de outubro de 2012

Silêncio


Parei de desenhar um pouco pra vir escrever este texto. Está o maior silêncio aqui no meu escritório. Só o barulhinho do ar condicionado... Esse é o clima perfeito para se ter uma boa idéia. Dá pra ouvir direitinho tudo o que está acontecendo dentro da cabeça da gente. É importante esse momento, escutar todos os pensamentos e também aquele eco baixinho que uma idéia faz lá dentro, quando toca em outras idéias que já estavam cobertas de poeira... fazendo tudo vibrar em conjunto.

Quando eu consigo ficar uma horinha assim, em silencio, rabiscando algumas folhas de papel, é mágico! Tenho muitas idéias para personagens interessantes que dá pra incluir em velhas histórias, ou até crio histórias completamente novas, do nada... São muitas idéias, a maioria delas acaba sendo deixada meio que dentro de uma gaveta mental, ou se juntando a outras idéias que irão se tornar uma nova idéia mais completa no futuro - Nada se perde, é claro! O importante é deixar fluir essas informações. Deixa rolar, só vai acompanhando e registrando tudo em algum lugar. Tem gente que corre pra anotar tudo em um papel, outros falam e gravam o audio pra ouvirem depois. Eu prefiro só guardar na memória mesmo, enquanto vou rabiscando alguns desenhos do que seriam os personagens principais - faço algumas anotações quanto ao caráter deles do lado... anoto mais ou menos um enredo da aventura na mesma folha, conforme vão saindo os desenhos... testo algumas expressões faciais... é muito bom, muito zen!

Na história do kayder teremos um personagem que não é humano, mas que está aprendendo a emular os sentimentos humanos conforme a aventura vai se desenrolando. Sinistro desenhar uma coisa assim. No começo, seu rosto deve ser estático, sem a menor expressão facial - e isso é uma coisa meio que contraditória até de se existir em uma história em quadrinhos - sobretudo no estilo que eu gosto de desenhar, o mangá! Digo isso porque em muitas ocasiões o personagem precisa falar sem dizer nada. No silêncio total!

Na primeira parte da história, kayder vai estar no espaço. No vácuo gelado do espaço sideral. Nem onomatopéias existem alí! Muitos autores abrem mão dessa característica do espaço, por exemplo em cenas de guerras entre naves, onde sons de vários volumes, tipos, e até cores diferentes são ouvidos - tudo pra dar mais dramaticidade á sequência. mas imagine só o oposto... Imagine uma cena bem relista, com uma pessoa se movendo na lua... Sem o som, você teria que passar o peso daquela ação nos movimentos dos personagens, na falta de gravidade, nas expressões faciais... opa, o Kayder não pode ser expressivo, então, mais uma dificuldade pintando aí!

Tudo bem quieto.
Só o som do ar-condicionado.
Silêncio.
Tentando ouvir o eco que as ideias fazem ao se esbarrarem.
De repente, um passo sobre a superfície de um planeta destruído.
Um robõ pega um objeto no chão.
É um broche com uma foto de uma família feliz.
O robô aperta um pequeno botão no broche.
Um holograma começa a ser transmitido. É uma espécie de vídeo mostrando pai, mãe e filha brincando, alegremente.
o vídeo termina. O robô guarda o broche em seu cinto e vai embora.
Tristeza!

Mas isso é uma história pra crianças, por que tão triste assim?
Talvez porque não haja nenhuma beleza, alegria ou glória em uma situação dessas.
Kyder está triste, muito triste... mas não pode demonstrar isso, afinal, está apenas aprendendo a emular seus sentimentos.

...e segue andando, pisando sobre o solo do planeta destruído no silêncio do vácuo espacial.
e eu volto pra prancheta, pra desenhar mais um pouco.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Nuclear boy tá de volta!

Páginas publicadas até agora!





Dessa vez estou fazendo uma HQ mais liht, com mais piadinhas pra alegrar a galera!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Mídias


Meu filho adora desenhar. Pode ficar mais de uma hora, direto, sentado na mesa, brincando com seus lápis de cor – desde que alguém fico com ele, trocando ideias, rabiscos, carinhos... é uma delicia! Eu disse lápis de cor, mas isso pode variar muito. O menino é multimídias  hehehe... giz de cera, colas coloridas, massinha (ja desenhou e colou uns pedaços de massinha nas mãos e pés dos personagens – ficou demais, deu um volume inesperado!!!), tintas guache, e por aí vai. Agora ele descobriu uma nova maneira de se expressar, uma coisa que não existia na época que eu tinha meus 4 aninhos: Photoshop!

Nem preciso falar nada, né... é só ele me ver sentando na mesa e ligando o computador que ele ja vem se achegando, sentando no meu colo e tirando a canetinha da mesa digitalizadora da minha mão. A i começa aquela briga, porque eu preciso trabalhar, e ele também. Na concepção dele, ficar navegando na internet e desenhando não é trabalhar, mas na minha... bom, deixa pra lá!!!

Antigamente se não dava pra pegar na mão, numa folha de papel, cartolina, lixa, sei lá... e sair correndo pra mostrar pra mamãe, não existia. Hoje, a coisa mudou! Agora ele termina o desenho no computador e me dá aquela bronca: -Salva, heim, pai! Não vai perder o meu trabalho!!! – Ai, moleque!!!
A mamãe está trabalhando, com a cabeça quente já às 3 da tarde quando recebe um e-mail do nenê com um desenho feito no maior capricho... Pronto, salvou o dia da mamãe... Agora deixa o papai trabalhar, vai, filho. Senta lá, vai ver desenho. Isso!

Hoje existem os computadores, notebooks, celulares, tablets... E tudo isso é muito legal. É tão fácil pra eles aprenderem a manusear os aparelhos. Meu filho joga melhor o Angry Birds e o Fruit Ninja do que eu! Impressiona a capacidade deles em aprender coisas novas. Tanto que uma simples história em quadrinhos impressa em um gibi acaba ficando chato, desinteressante... Eles não precisam mais ter a revista impressa pra mostrar prós amiguinhos. Eles mandam um link prós colegas abrirem em seus tablets, notebooks, até celulares...

Aí é que tá pegando a coisa toda: Pra quê gastar uma fortuna com uma impressão offset ou digital que seja, em uma revista em quadrinhos que vai, infalivelmente, se estragar em uma semana no máximo nas mãos desses meninos e meninas de 4 ou 5 anos – se podemos fazer uma coisa indestrutível, usando as mídias digitais?

Tem muita gente defendendo o lado dos livros e revistas impressas, que eles nunca vão acabar, que o prazer de folhear uma revista é único, que é mais confortável, tátil, e etc... Tá, concordo... Pros adultos. Para as crianças, já acho que uma revista impressa é desperdício! E não falo só de dinheiro, não, afinal uma revista de boa qualidade custa caro e não dura quase nada – mas falo também em desperdício de potencial criativo e produtivo!!!

Em uma publicação digital é possível criar com a cabeça nos recursos disponíveis, que são ilimitados. Só pra exemplificar aqui, podemos usar animações, sons, musicas de fundo, transição de fotos, falas dubladas, legendas em outros idiomas, finais alternativos, minijoguinhos que precisam ser vencidos para avançar para o próximo capítulo, personagens customizáveis  joguinhos de perguntas, atividades como passatempos, formulários de emails com as opiniões dos leitores...

Foi pensando em tudo isso que eu voltei a fazer aquela pergunta para mim mesmo: Como contar toda essa epopeia em uma história em quadrinhos? E pior, como deixar de uma forma que as crianças entendam e gostem?

Falei com o Breno da possibilidade de fazermos uma animação do primeiro capítulo de kayder. O planeta vem aparecendo lá no fundo da imagem, que seria uma visão do espaço, cheio de estrelas... Vai dando um zoom no planeta, bem devagarzinho. De fundo, uma musica bacana... meio lenta, meio rapidinha. Ouvimos uma voz fazendo a locução: ”Era uma vez um planeta distante, habitado por pessoas muito inteligentes. Eles já haviam atingido um grau evolutivo supremo, tecnologicamente falando. Tudo era lindo por lá, metálico, brilhante, luminoso... ”

De repente a música começa a ficar mais rápida. O zoom no planeta também acelera... Começa uma cena de guerra entre os habitantes de lá! Imaginem só, que bacana: Os mesmos desenhos que teríamos que fazer, estáticos, paradões  chapados – estariam em movimento, em camadas diferentes de profundidade, vivos!!! Seria possível ver um exército vindo em direção ao outro realmente, apenas com alguns cliques editando-se a timeline de um Flash, por exemplo... Pouco trabalho à mais, mas a magia da cena seria ampliada umas 500 vezes na cabecinha dos nossos meninos! E ainda dá pra manter os balões de falas, desenhar as onomatopeias e tudo o mais que é característico à uma HQ!

Tá na cara que ele topou na hora! Pró papai foi um desafio à mais! Mas tudo bem, adoro desafios, e também adoro ver o brilho no olho dele quando acerto nessas coisas e percebo isso, naquela expressão facial linda que ele tem! Agora o problema é descolar um tempo pra fazer isso tudo, hehehe!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Origem de Kayder


Meu filho e eu já tinhamos um personagem legal pra fazermos a nossa história - o Kyder - e tinhamos o mais importante de tudo, também: a vontade de fazer uma histórinha! Então eu perguntei pra ele como começariamos a contar essa história...
- Vamos começar... (pausa de uns sete segundos)... do começo, papai!

Parece meio óbvio, afinal toda história precisa ter um começo, um meio e um fim... mas eu entendí o que aquele mulequinho barrigudinho, de cabelo liso com os dedos sujos de tinta estava querendo dizer... Ele queria começar com a origem de Kyder! Eu sempre gostei de pegar uma revista nas mãos, e babar em uma capa muito bem feita, depois abrir e dar de capa com uma belíssima splash page com ação, talvez uma explosão, uma daquelas cenas que te ganha, logo de cara... depois o autor se vira pra contar o que aconteceu pra chegar aquele ponto, ou em flashbacks, ou voltando no tempo, ou em resumos, sei lá... Mas não era assim que meu menino queria começar a história. Afinal, estou contando uma das aventuras que se passa dentro da cabecinha de um garotinho de quatro anos de idade, que ainda está curtindo aqueles começos de histórias com Era Uma Vez...

Então vamos lá: Era uma vez um planeta distante, habitado por pessoas muito inteligentes. Eles já haviam atingido um grau evolutivo supremo, tecnologicamente falando. Tudo era lindo por lá, metálico, brilhante, luminoso... mas a mente das pessoas ainda era pequena, haviam guerras por todos os cantos... Não sei muito bem, mas acho que essa idéia vem de todo o lixo que é transmitido na TV. Nossas crianças estão tendo uma imagem negativa do mundo... para elas as pessoas são más, já repararam nisso?

O que acontece é que, devido à uma Guerra Mundial, todas as pessoas daquele planeta matam-se umas às outras! Só uma garotinha sobrevive - ela fora protegida pelo seu guardião, um robô criado por seus pais, chamado Kyder! Agora a menina vive neste mundo destruído, ao lado de uma máquina que ainda está aprendendo a emular seus sentimentos.

Infelizmente não existe mais nenhum alimento saudável no planeta. A menina morre. O robô é deixado sozinho.

Triste, não é?

É claro que essa é só a minha interpretação em cima de vários fragmentos de historinhas contadas pelo meu filho, em diversos momentos de diversos dias diferentes. Eu basicamente juntei as informações e organizei numa sequencia cronologica... depois eu li pra ele esse trecho e ele concordou que sim, poderia ser assim mesmo - que bom, não é?

Tá, mas... como contar toda essa epopéia em uma história em quadrinhos? E pior, como deixar de uma forma que as crianças entendam e gostem?

domingo, 7 de outubro de 2012

Animação em Flash


Uma cena animada para a nova animação que estou fazendo, continuando a serie de videoclipes com as musicas do meu amigo Jorge!!! confiram o passo a passo abaixo!!!


Primeiro fazendo uns rabiscos rápidos no Flash - usando a  ferramenrta de lápis, bem clarinha em uma camada.



Depois crio uma camada nova e começo os traços, usando o pincelzinho!




A cabeça é feita em outra camada, depois eu vou animar.


A asa também será animada, fiz em outra camada.
Começo a colorir.





Animando os olhos.


Colocando as sombras.



Exportando a animação. Prontinho, rapidinho - meia hora! Espero que tenham gostado, um abraço!

sábado, 6 de outubro de 2012

Turma da Mônica Jovem



Resolvi fazer esses desenhos hoje depois de ler o Turma da Mônica Jovem 50, Casamento do Século, tal... Muito bacana, viu, aconselho vocês a comprarem e lerem!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Nuclear Boy completo no facebook

Fala, galera!
hoje eu publiquei a ultima página da primeira parte do Nuclear Boy, lá no face. confiram: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.359454354130326.84734.206060942803002


Amanhã eu coloco aqui a versão em PDF, online (Issuu) e CBR, como algumas pessoas pediram.
Abraço, gente!!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Como escrever uma HQ bacana?


Você quer escrever uma história? Uma aventura bem legal, cheia de ação, aventura, salvamentos, pessoas atirando, carros explodindo, um cão voando ou um alienígena com problemas com o álcool? Você pode! Esse é o grande barato ' você pode escrever aquilo que você quiser!

Do que é que você gosta?
Eu gosto de quadrinhos, hehehehe.

Que tipo de quadrinhos, meu amigo?
Super-heróis. ...e de zumbis! A, e de mutantes, adoro mutantes.

Como seria a aventura ideal pra você? Como seria uma historia que você gostaria de ler? Que não conseguisse parar a leitura enquanto não a terminasse e que mesmo depois de lê-la ainda ficaria muito empolgado com ela?
Ahhh, não sei direito... Já li muitas histórias tão legais...

Veja bem: Não estou perguntando quais histórias você gostou de ter lido, não é isso! Eu quero saber qual a história que ainda não existe e que você gostaria que existisse!
Aaaaaaaaahhhhh, tá bom! Eu preciso pensar, então!

Você viu a diferença alí? É assim que devemos pensar antes de começarmos a escrever alguma coisa. Temos que criar algo novo, diferente, pessoal... Tem que ter alma o negócio, senão nem você vai querer ler depois de escrever. Tem que ser seu! Mas  o que muitas pessoas fazem é reunir tudo aquilo que gostam, ou seja, que já existem por aí, que já foram explorados por vários outros escritores, que você já sabe até o que vai acontecer, reunem tudo, jogam em uma bacia, misturam e servem para os leitores. Aí é que tá o problema das histórias que encontramos por aí hoje em dia! Fica aquele negocio estranho, meio que forçado! E também acabamos tirando nossas conclusões pessoais sobre a obra em cima do repertório que nós próprios temos e esperamos encontrar alí. Por exemplo: Um zumbí começa a seguir uma garotinha. Ela sai correndo quando vê uma porta no fim do galpão escuro. Aí o zumbi daquela história começa a correr atrás dela - PÁRA!!! Pode parar porque zumbí não corre!!! - É isso o que passa na sua cabeça! Zumbí não corre! Existem uma centena de filmes de zumbís e em todos eles os zumbís são umas lesmas, devido ao vigor mortis e coisa e tal... - Isso é o que você pensa sobre zumbís, mas não é o que o autor pensou na hora que ele criou a história! Esse é o perigo de pegar coisas que já existem: você acaba criando uma armadilha pra você mesmo, restringindo a sua criatividade! Não é absurdo existir um zumbí na história, o absurdo é um cara morto conseguir correr!!!

O que você está criando aí?
Vou criar um super-herói novo!

É mesmo, que legal. Quais são os poderes dele?
Ah, ele vai voar, né...

Hum!
E vai disparar raios dos olhos! Ele é muito poderoso! Os raios saem do anel mágico dele e percorrem pelo seu corpo. No coração dele sofrem uma ativação. Se ele fosse mal, seria um raio negro, mas como ele é bom, o raio é azulado claro!

Entendí! Seria meio que um super lanterna verde ciclópico!
Você tá tirando o meu herói, cara?

Veja bem. Não estou sacaneando ninguém, nem menosprezando ou desmerecendo... Isso já aconteceu comigo várias vezes e é o que sempre irá acontecer, afinal de contas, temos no nosso subconsciente gravado tudo aquilo que mais gostamos. Fica lá, guardadinho em uma prateleira, esperando o momento certo pra aparecer. Quando você pensa Vou criar um Herói é nessa prateleira que você vai buscar dados para começar a criação. Não tem nada de errado nisso. Mas o que devemos pensar é mais ou menos em utilizar esse repertório apenas como base para o que você gosta. Eu gosto disso e queria criar algo parecido com isso. Beleza! Aí você começa a queimar fosfato. Mas tem que queimar mesmo, muito!!! Não é pra sair fazendo a primeira coisa que vem na sua cabeça!

Seja critico, daqueles bem sem vergonha, consigo mesmo. Criou uma história na sua cabeça. Ela te emocionou? Ótimo!!! Escreva tudo, todos os detalhes em um caderno. Agora escreva outra!
Escreveu mais uma, bem diferente, mas não ficou tão boa assim... A primeira estava melhor - É porquê você se apegou demais à primeira ideia. Vai lá tomar um banho, dorme, amanhã você escreve outra, vai!
Escreva uma história nova por dia. Explore bem seu repertório, sem preguiça. O que estou tentando passar aqui é que é muito difícil acertar logo de primeira. Se acontecer, ótimo, afinal, você já anotou toda a aventura num caderno, não terá problemas em retomá-la depois! Mas continue a procurar alternativas fazendo outras histórias. Todo esse exercício criativo irá ampliar a sua mente, te trará novas opções, mais recursos... Aí você pode, claro, retornar à primeira idéia e incrementá-la. Mudar isso ou aquilo... Tirar aquela personagem desgastada... Mudar o sexo do personagem principal, e assim por diante!

Uma ultima coisa: Quando for criar uma história, escreva-a completinha. Começo, meio e fim! 
Tem muita gente que começa uma aventura, vai lá e escreve a primeira parte. Aí deixa uns 10 pontos em aberto: O pai adotivo do herói é alcoólatra e foi abduzido por uma moça alienígena enquanto ela o seduzia e enchia a cara dele de pinga! Agora ela quer cortar o corpo dele e usar sua pele como disfarce. Enquanto isso, o nosso herói, Kayder, está lutando contra o alienígena chefão de fase, e tem a sua perna esmagada, e ...continua!
Fecha o caderno, desliga a luz e vai dormir! Não faça isso! Tenha, no mínimo, anotado tudo o que vai acontecer nas próximas partes. Você pode mudar tudo depois, se quiser, mas tenha anotado o rumo que os eventos terão que tomar, pra não se perder. Poutz, agora eu fiquei curioso com o que vai acontecer com o pai do herói!

Ah, e outra coisa... O zumbi na verdade pode correr porque ele virou zumbi devido à um ataque de um vírus alienígena que ainda está trabalhando em seu sangue... provavelmente outros poderes lhe serão dados dessa mutação alienígena ainda em ebulição em seu DNA!!!

domingo, 16 de setembro de 2012

Nuclear Boy Passo a Passo mais página de hoje!

Já estamos terminando a segunda semana de publicação da HQ do Nuclear Boy no Facebook!!!
Olha só esse passo a passo que eu fiz da página que publiquei hoje!
Tirei algumas fotos, espero que gostem!!!


Desenho no lápis, depois passei canetinha Flow Roller. Apaguei a borracha... escaneei, tal...



Fiz a pintura dos chapados!


Depois o trabalho os tons escuros... adoro essa parte!


A espada eu fiz diferente, pintando com o pincel, mesmo!


E or fim, aplicando as speedlines!!!


Prontinho!!!
Tá lá no face, acesse e curta toda a história por este link: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.359454354130326.84734.206060942803002

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Criando coisas...

Texto novo, dessa vez demorou um pouquinho pra ficar pronto porque eu tive que editar e enviar o  vídeo!


Criando coisas...

Deus criou tudo o que existe! Deus criou todo o universo, as coisas, os animais,... ah, e criou a gente também!!!
E nessa criação toda, Deus criou os seres humanos com a capacidade de criar coisas também! Ele não era um sujeito egoísta, como se pode perceber. E lá vão os humanos criando as suas coisas... primeiro, a roda, depois, um carro, depois um avião, depois uma nave espacial... podemos criar qualquer coisa que imaginarmos. Tá mas aí é que o bicho pega: você precisa imaginar.

O Homem-Aranha é legal, não é? O Batman também é maior da hora!!! Stan Lee e Bob Kaneusaram suas imaginações a mais de 5 décadas para criar esses super heróis. Eles, junto à mais um punhado de artistas visionários, criaram toda a base para se criar uma aventura de super-heróis - e essa base é exatamente a mesma até hoje! Eles criaram, á partir de modelos já existentes no romantismo e na literatura/dramaturgia em geral, o modelo de um super-herói básico. É isso aqui, ó - só precisa agora mudar nome, etnia, criar algum poder mais ou menos legal, um relacionamento pra ele... mas é mais ou menos isso, viu! Não é genial?

A uns 20 anos venho criando os meus personagens. È uma delícia, se eu fosse você tentava também. Afinal de contas, todos nós criamos coisas... Não importa se coisas boas ou fraquinhas, o que importa é criar! Aí vai do gosto - Se você gosta de super-herois com capa, bota alta, luva, símbolo no peito, máscara... Ou então tá, tira a máscara dele, tira a capa, coloca um capacete... Melhor ainda, ele vai usar terno e gravata... Não, vai ser uma moça, vai... Uma moça linda, que luta contra uns caras de dois metros de altura, com roupa colada no corpo... um maiô bem sensual, e... nossa, não parece fazer sentido isso...

Não se preocupe. Gosto é gosto. Se você gostar, com certeza encontrará outras pessoas que também irão curtir. Rob Liefeld é a maior prova disso! Afinal de contas, o padrãozinho do herói está lá só pra servir de ponto de partida, não é? Cabe à gente viajar bastante e criar uma coisa nova em cima da velha. Reciclar? Não sei, afinal super-herói não é lixo (embora alguns Hattersachem que é), eu prefiro a palavra atualizar o conceito. Taí! Os super-heróis precisam de uma atualização em seu conceito básico... Pense nisso na hora que você for criar o seu. O importante é você gostar do que está criando.

E outra coisa, pelo amor de Deus, hêim, não basta só dar nome, poderes e fazer uma fichinha. Um heróis só existe se sua história pode ser lida. É isso mesmo. Criar é dar vida, então nada mais justo que dar uma vida, um cenário, um amor, um desafio, uma aventura, um vilão salafrário, um porquê pro seu super-herói. É isso mesmo que você está entendendo, meu amigo. Vai ter que botar no papel. Contar a história dele. Pra fazer isso existem N meios possíveis, como por exemplo em um conto literário, uma história em quadrinhos, um filme, uma animação... N!

Esses dias apareceu um tal de kayder lá em casa! Meu filho tem quatro anos e adora brincar com seus bonequinhos. Ele chama de hominhos, hehehe. Ele pegou uns cinco bonecos, desmontou todo mundo e criou dois. Um do bem e um do mal. O Kayder é do bem, um robô que veio do espaço e tem poderes paranormais (!?!?) 
- Poderes paranormais, filho? Quais são os poderes dele? - eu precisava saber, afinal de contas, o que seria paranormal para uma criança de quatro anos. E pior, paranormalidade em um robô!?!?!
- Ué... Ele atira raios dos olhos, das mãos... e voa! Ele voa beeeeem alto!
- Ah, o Kayder faz tudo isso?
- É, ué! Ele veio do espaço pra salvar a amiguinha dele. Esse é o vilão, ó (ainda não tinha nome).
- E o Kayder vai salvar a amiguinha dele, filho?
- Algumas vezes, sim... outras vezes, não.
- É?? Mas então o que acontece quando ele não consegue salvar a amiguinha dele?
- Ai,ai,ai... ela morre, ué, você não está prestando atenção, papai...

É claro que pra uma criança a ideia de morte é diferente da nossa, mas tudo bem... não estamos discutindo morte aqui, e sim vida -  criar vida. O que vale desse dialogo é observarmos que até um menininho de 4 anos tem suas histórias pra contar e já cria seus personagens.

E você? Não seja egoísta, de ficar guardando as suas histórias só pra você! Seja o criador de seu universo. Coloque no papel conte suas aventuras para o mundo!

Obs.: Peço desculpas por colocar os nomes de Stan Lee, Bob Kane e Rob Liefeld no mesmo texto... Isso soa como heresia para alguns leitores, mas agora já foi... 

Por Marcos Gratão


Agora, os desenhos que nós fizemos neste dia:



Um grande abraço a todos e na semana que vem tem mais textos! Abraço!!!